Atentados contra políticos no Brasil

Acervo Estadão

07/09/2018 | 18h41    

Ataques de diversos tipos, alguns mortais, mudaram rumo da história do País

O atentado a faca contra o candidato Jair Bolsonaro se integra a uma lista de ataques contra políticos ao longo da história brasileira. Clique nas datas para ver as notícias originais.

Dom Pedro II - 15/7/1889

Quatro meses antes da Proclamação da República, um tiro foi disparado contra a carruagem que levava o imperador Dom Pedro II quando ele saia de um teatro no Rio de Janeiro. O autor do disparo, Adriano Augusto do Valle, que estava entre um grupo que gritava "Viva a República", foi preso em flagrante. A 'Província de S. Paulo', nome desse jornal à época, publicou que, quando interrogado, Valle disse que "se consideraria deshonrado si commetesse um attentado contra qualquer pessoa, mas, que tratando-se do imperador, julgava honrosa a prisão". 

Prudente de Moraes - 5/11/1897

O presidente da República chegava ao Arsenal de Guerra no Rio de Janeiro para recepcionar as tropas vitoriosas na Guerra de Canudos quando o soldado Marcelino Bispo de Melo disparou um tiro contra ele, mas não acertou. O ministro da Guerra, marechal Carlos Machado Bittencourt, partiu para cima do soldado e acabou morto ao ser esfaqueado duas vezes no peito.

Pinheiro Machado - 8/9/1915

O senador gaúcho Pinheiro Machado, que era vice-presidente do Senado, morreu esfaqueado por um desempregado em 8 de setembro 1915, na porta de um hotel no Rio de Janeiro. Preso sem resistência logo depois do crime, Franciso Manso de Paiva Coimbra que alegou ter agido sozinho, por motivos políticos, foi condenado a 21 anos de prisão. Solto em 1935 após 20 anos preso, Manso de Paiva, que na época do crime demostrava traços de fanatismo político, declarou 5o anos depois que 'fez tudo por amor ao Brasil e ao povo". Foi tudo por paixão política.".

João Pessoa - 26/7/1930

O governador da Paraíba, candidato a vice-presidente na chapa com Getúlio Vargas, visitava a capital pernambucana e toma chá na confeitaria Glória quando foi atingido por seis tiros disparados por João Duarte Dantas.  Apesar de o crime ter sido cometido por razões pessoais, a repercussão política acabou influenciando nos acontecimentos da revolução de 1930 que destituiu o presidente Washington Luís e ascendeu Vargas ao poder. 

Carlos Lacerda - 5/8/1954

O jornalista que era um ferrenho opositor do presidente Getúlio Vargas foi vítima de um atentado a tiros quando chegava nem sua casa na rua Toneleros, no Rio de Janeiro, acompanhado do filho e do major da Aeronáutica Bruno Florentino Vaz, que acabou morto. Larcerda, que reagiu ao atentado a tiros, foi ferido no pé. A revelação de que o crime fora encomendado pelo segurança do presidente, Gregório Fortunato, resultou numa crise política que ababaria com o suicídio de Getúlio Vargas em 24 de agosto.

Costa e Silva - 15/7/1966

Dois meses antes de ser escolhido para suceder Castelo Branco, o primeiro presidente da ditadura militar, o marechal Costa e Silva escapou de um atentado a bomba no Aerporto de Guararapes, no Recife. A bomba explodiu no momento programado para a chegada de Costa e Silva, mas ele não estava no aerporto por ter decidido viajar de carro. Duas pessoas morreram e onze ficaram feridas.

Marielle Franco - 14/3/2018

Vereadora do PSOL que denunciava abusos de policiais militares no Rio de Janeiro, Marielle Franco foi assassinada a tiros junto com o motorista Anderson Gomes quando o carro que estavam com um assessora que sobreviveu foi alvejado por pessoas que estavam num outro veículo. O crime continua sem solução, 

Caravana de Lula - 27/3/2018

Dois dos três ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Região Sul foram alvejados com tiros na estrada entre Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no interior do Paraná.  Ninguém ficou ferido. O ônibus em que estava o ex-presidente Lula não foi atingido. Um dos veículos apresentava marcas de três tiros. 

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