Dominguinhos, o mestre da sanfona

Rose Saconi

23/07/2013 | 20h10   

Músico pernambucano atravessou gerações sem nunca abandonar o instrumento que o consagrou

Rodrigo Lobo/ESTADÃO

Um dos mais importantes nomes do forró nordestino, Dominguinhos, morreu nesta terça-feira (23). Herdeiro musical do 'rei do Baião" - Luiz Gonzaga - de quem ganhou seu primeiro acordeão ainda na infância, José Domingos de Morais começou a tocar e compor aos oito anos de idade. Em busca de uma vida melhor, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1954. Na época, era apenas o 'Neném do Acordeão' . Tocou em várias rádios e participou de alguns grupos musicais.

Em 1957, José Domingos passou a trabalhar com Gonzagão e, além do emprego, ganhou um novo apelido. "Ele olhou para mim e disse: "Neném é nome que mãe coloca na gente quando somos pequenos. Se você tem Domingos no nome, por que não se apresenta como Dominguinhos?", contou ao Estado em 2008.

Compositor de clássicos nordestinos como "Só quero um xodó", "Tenho sede" e "Lamento sertanejo", o músico pernambucano atravessou gerações sem nunca abandonar seu instrumento característico: a sanfona.

Nas páginas do Estado, um pouco da história da carreira longa e bem-sucedida desse grande mestre da música.

O Estado de S. Paulo, 8/5/2008

Dominguinhos também incorporou influências do jazz e de músicos como Art van Damme, Tommy Gumina e Frank Morocco.

Jornal da Tarde, 7/9/1974

O Estado de S. Paulo, 4/31980

Lançamento do show"Quem me levará sou eu". Música gravada por Fagner ganhou Festival de MPB da Tupi.

O Estado de S. Paulo, 6/5/1988

O Estado de S. Paulo, 6/5/2005

Projeto em parceria com a amiga Elba Ramalho

O Estado de S. Paulo, 4/12/2009

Lançamento do primeiro DVD

O Estado de S. Paulo, 5/8/2010

O Estado de S. Paulo, 29/5/2011

Documentário em sua homenagem